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Indicadores de frequência de sangria

A frequência de sangria responde à pergunta mais básica do seringal: das sangrias que deveriam ter sido feitas, quantas foram realmente feitas?

É o indicador que mostra se a equipe está cumprindo o calendário de sangria, e permite identificar quais seringueiros estão faltando mais.

Para acessar, abra o menu lateral, pelo ícone de menu (☰) no topo da tela, abra o grupo Análise e escolha Execução.


Todos os números desta tela vêm das sangrias programadas na safra. Quando você gera as sangrias de uma safra, o aplicativo cria um registro para cada sangria prevista, com data e seringueiro responsável.

Conforme os dias passam, cada uma dessas sangrias recebe uma situação. É a contagem dessas situações, e nada mais, que alimenta todos os gráficos desta tela.

Ou seja: se as sangrias não forem geradas na safra, ou se as situações não forem atualizadas, os gráficos ficarão vazios ou incorretos.


Entender as situações é essencial para ler os gráficos, porque cada uma conta de um jeito diferente:

Situação O que significa
Prevista A sangria está programada para uma data que ainda não chegou
Realizada A sangria foi feita na data prevista
Adiantada A sangria foi feita antes da data prevista
Recuperada A sangria não foi feita na data, mas foi executada depois
Abonada A sangria não foi feita, mas houve uma justificativa aceita (chuva, feriado, atestado)
Atrasada A data prevista já passou e a sangria ainda não foi executada
Pendente A sangria está aguardando confirmação ou lançamento
Perdida A sangria não foi feita e não há justificativa. É uma perda de produção

Este é o cálculo mais importante da tela, e ele tem uma sutileza que confunde muita gente.

O aplicativo não divide as sangrias realizadas pelo total de sangrias programadas. Antes de dividir, ele desconta as sangrias que não eram responsabilidade do seringueiro:

  1. Parte do total de sangrias programadas para o seringueiro.

    Esse total é chamado de sangrias possíveis.

  2. Desconta as sangrias abonadas e as canceladas.

    O que sobra é chamado de sangrias válidas. São as sangrias que o seringueiro realmente tinha a obrigação de executar.

  3. Divide as sangrias realizadas pelas sangrias válidas.

    Somam-se as sangrias realizadas e as recuperadas, divide-se pelas válidas e multiplica-se por 100.

Um exemplo prático: um seringueiro tinha 100 sangrias programadas. Choveu em 10 dias, e essas 10 sangrias foram abonadas. Ele executou 85 das 90 restantes. A frequência dele é de 85 ÷ 90 = 94,4%, e não 85%.

Por que as abonadas não entram na conta: Uma sangria abonada é uma sangria que ninguém poderia ter feito, geralmente por causa da chuva. Descontá-la evita punir o seringueiro por algo fora do controle dele.

O percentual de sangrias perdidas segue a mesma lógica: perdidas ÷ válidas × 100. Já o percentual de abonadas é calculado sobre o total de sangrias possíveis, porque aqui o objetivo é justamente medir o peso das justificativas.


Todos os gráficos desta tela seguem o mesmo formato. No canto superior direito de cada cartão ficam três botões: informação, que abre a explicação do próprio aplicativo sobre aquele gráfico; compartilhar, que gera uma imagem para enviar por WhatsApp ou e-mail; e expandir, que abre o gráfico em tela cheia.

Na dúvida, toque no ícone de informação: O ícone de informação existe justamente para explicar o que cada gráfico mede e como o número é calculado, sem que você precise sair da tela.

Todo gráfico que tem eixo do tempo traz um seletor próprio, que nos exemplos desta página aparece como “Mensal”. Ele aceita quatro opções:

Agrupamento Quando usar
Diário Investigar um período curto, como uma semana problemática
Semanal Acompanhar a rotina da equipe ao longo do mês
Mensal Visão padrão, boa para enxergar a safra inteira
Anual Comparar safras entre si

O seletor é de cada gráfico, não da tela. Você pode deixar a frequência geral em Mensal e abrir o comparativo entre seringueiros em Semanal ao mesmo tempo.

“Mês a mês” nesta página é só o padrão: Sempre que o texto abaixo disser “mês a mês”, entenda “no agrupamento escolhido”. Usamos o mensal como referência porque é o que vem selecionado, mas qualquer gráfico com eixo do tempo pode ser visto por dia, semana, mês ou ano.

Os gráficos de linhas trazem também um seletor de seringueiros, exibido como “14 seringueiro(s)”. Ele controla quantos e quais profissionais entram na comparação. Com muitos seringueiros selecionados o gráfico fica poluído; selecione dois ou três para comparações úteis.

O gráfico Frequência por seringueiro tem um seletor diferente, de uma pessoa só, e o ranking de qualquer indicador serve como ponto de partida para escolher quem investigar.


São doze gráficos, organizados em quatro famílias: a visão geral da propriedade, a visão individual de um seringueiro, os rankings que comparam seringueiros em um número só, e as séries no tempo que comparam seringueiros mês a mês.


A visão do seringal como um todo. Mostra, mês a mês, quantas sangrias houve em cada situação e qual foi o percentual de frequência do período.

De onde vem o dado: todas as sangrias da propriedade no período, agrupadas por mês. As barras empilhadas contam as sangrias por situação, e a linha escura é o percentual de frequência, calculado como explicado acima.

Acima do gráfico, seis números resumem o período inteiro: Possível, Realizada, Atrasada, Recuperada, Perdida e Adiantada.

Como ler: procure meses em que a linha desabe. Uma queda que atinge todos os seringueiros costuma ser chuva; uma queda isolada é problema de equipe.

Frequência geral de sangria


O mesmo gráfico anterior, mas de um único seringueiro por vez, escolhido no seletor logo abaixo do título.

De onde vem o dado: apenas as sangrias daquele seringueiro, agrupadas por mês. Os seis números do topo também passam a ser só dele.

Como ler: é a tela de investigação. Depois que um ranking apontar um seringueiro com desempenho fora do padrão, venha aqui para descobrir quando o problema começou.

Frequência por seringueiro


Lista os seringueiros do maior para o menor percentual de frequência.

De onde vem o dado: as sangrias de cada seringueiro no período, agrupadas por pessoa em vez de por mês, com o percentual calculado sobre as sangrias válidas.

Como ler: é o ranking mais justo para avaliar desempenho, porque desconta os abonos. Um seringueiro com poucas sangrias programadas pode aparecer no topo sem ter trabalhado mais que os outros — ele apenas cumpriu o que lhe cabia.

Ranking de frequência de sangria


Lista os seringueiros pela quantidade de sangrias executadas, não pelo percentual.

De onde vem o dado: contagem das sangrias com situação Realizada, Recuperada ou Adiantada, por seringueiro.

Quantidade não é o mesmo que frequência: Um seringueiro com mais talhões lidera este ranking mesmo tendo frequência baixa, simplesmente porque tinha mais sangrias programadas. Para avaliar desempenho, use o ranking de frequência; use este aqui para dimensionar carga de trabalho.

Ranking de sangrias realizadas


Lista os seringueiros pela quantidade de sangrias que ficaram sem execução e sem justificativa.

De onde vem o dado: contagem das sangrias com situação Perdida, por seringueiro.

Como ler: é o gráfico que aponta, com nome e sobrenome, onde o seringal está deixando de produzir. Cada sangria perdida é látex que não foi colhido e não será recuperado.

Ranking de sangrias perdidas


Lista os seringueiros pela quantidade de sangrias executadas fora da data prevista.

De onde vem o dado: contagem das sangrias com situação Recuperada, por seringueiro.

Como ler: recuperar é melhor que perder, mas um número alto indica atrasos frequentes. O trabalho foi feito, só que fora do calendário planejado.

Ranking de sangrias recuperadas


Lista os seringueiros pela quantidade de sangrias justificadas.

De onde vem o dado: contagem das sangrias com situação Abonada, por seringueiro.

Como ler: abonos costumam acompanhar a chuva, então é normal que todos os seringueiros da mesma propriedade tenham números parecidos. Se um deles destoa muito dos colegas, vale revisar as justificativas.

Ranking de sangrias abonadas


Sobrepõe, em um único gráfico de linhas, a curva de frequência de vários seringueiros ao longo dos meses.

De onde vem o dado: as mesmas sangrias por seringueiro e por mês, desenhadas juntas. O seletor no topo controla quantos e quais seringueiros entram na comparação.

Como ler: é o melhor gráfico da tela para separar causa geral de causa individual. Se todas as linhas caem no mesmo mês, o motivo é externo, quase sempre chuva. Se uma linha desce sozinha, o problema é daquela pessoa.

Comparativo de frequência entre seringueiros


Compara, mês a mês, a quantidade de sangrias executadas por cada seringueiro.

De onde vem o dado: contagem mensal das sangrias Realizadas, Recuperadas e Adiantadas, uma linha por seringueiro.

Como ler: linhas que terminam no meio do gráfico indicam seringueiros que deixaram a propriedade ou trocaram de talhão no meio da safra.

Sangrias realizadas no tempo


Compara, mês a mês, quantas sangrias cada seringueiro perdeu.

De onde vem o dado: contagem mensal das sangrias com situação Perdida, uma linha por seringueiro.

Como ler: picos simultâneos em todas as linhas sugerem um evento na propriedade. Um pico isolado e persistente merece conversa com o seringueiro.

Sangrias perdidas no tempo


Compara, mês a mês, quantas sangrias cada seringueiro executou fora da data.

De onde vem o dado: contagem mensal das sangrias com situação Recuperada, uma linha por seringueiro.

Como ler: um aumento de recuperações logo após um mês chuvoso é sinal saudável, indica que a equipe correu atrás do prejuízo.

Sangrias recuperadas no tempo


Compara, mês a mês, quantas sangrias de cada seringueiro foram justificadas.

De onde vem o dado: contagem mensal das sangrias com situação Abonada, uma linha por seringueiro.

Como ler: coloque este gráfico ao lado do de chuvas. Meses de abono alto sem chuva correspondente merecem atenção.

Sangrias abonadas no tempo


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