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Análise do Seringal

A Análise do Seringal responde três perguntas sobre a propriedade — o que aconteceu no mês, para onde a safra está indo e o que fazer a respeito.

O relatório é identificado pelo prefixo AN- e traz, no topo da tela, o mês de referência em destaque. Os exemplos desta página vêm da AN-000018: Fazenda Saturno, safra 2025-26, agosto/2026.


Quase todos os pilares aparecem duas vezes, e a diferença entre eles é o coração do relatório:

Lente O que compara Para que serve
Mês O mês de referência contra a meta daquele mês na curva de produção Enxergar eventos concretos e acionáveis
Safra O acumulado até o mês contra a soma das metas dos meses já decorridos Enxergar tendência e projeção de fechamento

A lente Safra nunca compara com a safra inteira: A comparação é sempre contra as metas dos meses já decorridos, nunca contra a estimativa total do ano. Comparar dez meses de produção com a meta de doze faria qualquer safra parecer atrasada.

A lente do mês não tira conclusões de tendência — direção ao longo do tempo é assunto da lente da safra. Por isso é comum que as duas discordem, e o Sumário Executivo existe justamente para reconciliá-las.


Ao abrir o relatório você vê as seções recolhidas, na ordem em que devem ser lidas.

Estrutura da Análise do Seringal

Seção O que traz
Sumário Executivo O veredito da propriedade em poucos parágrafos, reconciliando as duas lentes
Produção Mês e Safra — quanto foi colhido contra a meta, e por quê
Receita Mês e Safra — faturamento, peso vendido e preço médio
Execução Mês e Safra — frequência de sangria e a decomposição das perdas
Qualidade Mês e Safra — nota das avaliações e o item Ferimento
Recomendações As ações priorizadas, únicas que cruzam pilares

Toque no cabeçalho para expandir ou recolher. O ícone circular ao lado de cada seção regenera apenas aquele texto — os números não mudam, só a redação.

A Estimulação ainda não é publicada: O relatório prevê um pilar de Estimulação, mas ele está desativado nesta versão e não aparece na tela.


É a única seção que já abre expandida, e a única que enxerga todos os pilares ao mesmo tempo.

Sumário Executivo da AN-000018

Repare no tipo de leitura que ele faz: cruza a queda de produção com a alta de perdas, aponta a licença-maternidade de uma sangradora como fator, e liga o score de qualidade ao item Ferimento. Nenhum pilar isolado conseguiria dizer isso.


O pilar mais importante, e o que tem o diagnóstico mais afiado.

Diagnóstico de produção do mês

Ele começa pelo tamanho do buraco — produção real contra a meta da curva — e imediatamente o decompõe em duas causas, que é a bifurcação central do relatório:

Se o gap é de… Significa O que investigar
Quantidade Foram feitas menos sangrias que o previsto Absenteísmo, chuva, falta de equipe, planos mal dimensionados
Rendimento Cada sangria rendeu menos quilos Esgotamento do painel, qualidade do corte, clone, idade das plantas

Em agosto/2026, o gap de quantidade foi de 4.389,4 kg e o de rendimento, de −802,2 kg — negativo, ou seja, o rendimento ajudou. O problema foi de execução, não da planta. A conta completa está na base de cálculo, no fim desta página.

Descendo no texto, o pilar detalha o rendimento por planta e por sangria e faz a análise por talhão, com peso, percentual do total, kg/planta e kg/ha de cada um.

Análise por talhão

Na lente da safra, a mesma gramática se repete contra o acumulado:

Produção acumulada da safra

“Posição na curva” é o número a acompanhar: O relatório informa em que ponto da curva a safra está. É ele que diz se ainda há meses fortes pela frente para recuperar o atraso, ou se a safra já passou do pico e o resultado está praticamente definido.


Curto e direto: receita bruta, peso vendido, preço médio ponderado e o estoque não vendido.

Diagnóstico de receita do mês

O foco do diagnóstico é volume e DRC, não preço — o preço é de mercado e você não o controla. Quando o peso vendido é menor que o coletado, sobrou estoque; quando são iguais, tudo o que foi colhido no período foi faturado.

Este valor não é o do pedido de venda: A receita do relatório multiplica o peso ajustado pelo preço; o pedido de venda calcula sobre o peso entregue na balança. Os dois números são diferentes por construção — veja por que o valor do pedido não bate.


O pilar que explica o gap de quantidade da Produção.

Diagnóstico de execução do mês

Ele parte da frequência geral e abre as perdas em categorias que pedem ações diferentes:

Categoria O que é Entra no denominador?
Realizadas e recuperadas Sangrias efetivamente feitas Sim — são o numerador
Perdidas (sem justificativa) Perda seca, sem motivo registrado Sim — pesa contra a frequência
Atrasadas A data passou e a sangria ainda não foi feita Sim — pesa contra, até virar recuperada
Abonadas (justificadas) Ninguém poderia ter feito — chuva, doença Não
Canceladas Retiradas do plano Não

Por que abonadas e canceladas saem da conta: Descontá-las evita punir a equipe por algo fora do controle dela. A perda sem justificativa continua no denominador — essa, sim, deve pesar.

O “total de perdas” do cabeçalho soma perdidas, abonadas e canceladas — por isso ele é maior que o número de sangrias que a frequência desconta. O pilar também agrupa as perdas por motivo (só abonadas e canceladas carregam motivo) e traz o contexto de chuva do período — os registros de Chuvas —, o que costuma separar de imediato um mês de clima ruim de um mês de problema operacional. A regra da frequência é a mesma dos Indicadores de desempenho.


Traz o score médio do seringal na escala 0 a 10, o número de avaliações, o detalhamento por item e os sangradores abaixo do limiar. O item Ferimento recebe destaque próprio, por ser o que mais compromete a vida útil do painel.

Diagnóstico de qualidade do mês

Score 0,0 quase sempre significa “nenhuma avaliação”, não “qualidade péssima”: Foi o caso em agosto/2026: não houve avaliação de sangria no mês, e o relatório registra isso como um achado — a ausência de avaliação é, ela própria, um problema de gestão. Confira a lente Safra para ver a nota real acumulada antes de concluir qualquer coisa sobre a equipe.


A última seção, e a única que prescreve. Os pilares descrevem achados; só aqui eles se cruzam e viram ação.

Recomendações priorizadas

Cada recomendação traz três partes: a ação, a justificativa e o suporte — o pilar e a lente de onde ela saiu. Esse rastro é o que permite verificar se a recomendação faz sentido: se ela cita um diagnóstico que você sabe estar apoiado em dado incompleto, trate-a com reserva.

Um soluço de um mês não vira recomendação: Uma recomendação só sobe se a tendência da safra a sustenta. É por isso que a lista costuma ser curta mesmo num mês ruim.


Cada seção deste relatório tem um bloco de instruções que você pode reescrever. Eles ficam na aba Seringal da tela de Preferências do prompt, aberta pela engrenagem no topo da lista de relatórios.

Aba Seringal das Preferências do prompt

São seis blocos, na mesma ordem em que as seções aparecem no relatório:

Bloco O que o texto controla
Produção Como interpretar o gap de produção, a curva e as quebras por talhão, plano de sangria e clone
Receita Como interpretar faturamento, preço médio e o gap entre o que foi coletado e o que foi vendido
Execução Como interpretar frequência, perdas por status e os motivos justificados
Qualidade Como interpretar o score do seringal, os critérios de avaliação e o item Ferimento
Sumário Executivo A síntese que reconcilia as duas lentes. Use {safra} onde o nome da safra deve aparecer
Recomendações Quantas recomendações pedir, o que citar em cada uma e o que impede uma recomendação de subir

O texto de fábrica de cada bloco é uma lista numerada de instruções. O de Produção, por exemplo, é o que faz o relatório separar o gap de quantidade do gap de rendimento — a distinção que abre a seção Produção e que a base de cálculo refaz à mão:

Bloco Produção expandido

Escreva sem citar mês nem safra: Cada um dos quatro pilares é gerado duas vezes com o mesmo bloco de texto — uma para a lente do Mês, outra para a da Safra. É o aplicativo que anexa sozinho, depois do seu texto, a regra que separa as duas (Parte I = mês, Parte II = safra acumulada).

Escrever “compare com a meta do mês” dentro do bloco, portanto, quebra a lente da safra. Escreva a instrução de forma neutra — “compare com a meta de referência” — e deixe a lente por conta do aplicativo.

Os pilares descrevem; só o Sumário e as Recomendações prescrevem: Os textos de fábrica dos quatro pilares terminam com “Descreva os achados. Não prescreva ações.” É essa linha que mantém o diagnóstico separado da recomendação. Retirá-la faz a seção Produção começar a sugerir medidas — e a seção Recomendações perde a função de ser a lista única e priorizada.

O Sumário Executivo é o único bloco que aceita o marcador {safra}: o aplicativo o substitui pelo nome da safra ao montar a pergunta-mãe (“2025-26 está no rumo da meta?”). Sem o marcador, a pergunta sai sem o nome da safra.


Tudo o que o relatório escreve sobre produção, execução, qualidade e receita nasce de números que o aplicativo calcula antes de chamar a IA — e calcula com o mesmo código dos gráficos de Indicadores de desempenho. Se um número aparece num gráfico, o relatório reaproveita o resultado do gráfico; nada é recalculado por outro caminho. Esta seção rastreia cada indicador até o registro de origem e fecha com o exemplo da AN-000018 refeito à mão.

Essa separação é a primeira instrução enviada ao modelo em toda geração, e você pode lê-la na tela de Preferências do prompt, onde ela aparece como regra fixa, que não pode ser editada.

Preferências do prompt com a regra fixa

Todo indicador de produção e de receita nasce da mesma sequência de registros. Nenhum elo pode faltar: se um deles não foi feito, o número não aparece — ou aparece incompleto.

  1. A sangria é executada e apontada:

    Cada sangria da safra recebe uma situação — realizada, recuperada, adiantada, perdida, atrasada, abonada, cancelada. É essa contagem, agrupada pelo mês da data prevista da sangria, que alimenta a frequência e serve de divisor do “kg por sangria”. Veja Sangrias e as situações de uma sangria.

  2. A sangria pertence a um plano de sangria:

    O plano carrega o número de plantas aptas — as seringueiras em condição de serem sangradas, somadas das linhas das tarefas de campo que compõem o plano. É o plano, e não a tarefa de campo, que a coleta registra, e é ele o divisor do “kg por planta”. Veja Planos de sangria e Tarefas.

  3. A borracha é recolhida numa coleta e pesada:

    A pesagem registra o peso líquido de cada tarefa coletada, em quilos de balança — borracha úmida, com o DRC real que ela tiver. Veja Pesar bags da coleta.

  4. A coleta é entregue e o comprador devolve o laudo:

    O laudo traz o DRC apurado — o percentual do peso líquido que é borracha seca de verdade, descontada a água. Ele é gravado na coleta. Na CO-00024, 57%: dos 6.983 kg de balança, 3.980 kg são borracha seca.

  5. O aplicativo traduz o peso para a base de 53%:

    peso DRC 53% = peso líquido × DRC apurado ÷ 53

    Leia a fórmula em dois passos: peso líquido × DRC apurado é a borracha seca da carga; ÷ 53 diz quantos quilos de balança essa borracha seca ocuparia se a carga tivesse 53% de DRC. Na CO-00024, 6.983 × 57 ÷ 53 = 7.510 kg: a mesma borracha seca, expressa numa carga hipotética a 53%.

    Os dois nomes que o aplicativo usa dizem a mesma coisa: “Peso DRC 53%” é o rótulo da tela de Coletas e do relatório; “peso ajustado” é como o código o chama. O valor nunca é gravado: é sempre recalculado a partir do líquido e do DRC.

    Lista de coletas com peso líquido, DRC e peso ajustado

  6. A coleta é vinculada a um pedido de venda:

    O pedido dá o preço por quilo, cotado justamente na base de referência — o campo se chama “Preço unitário (DRC 53%)” — e tem o próprio DRC, atualizado quando o laudo chega. Veja Pedidos de venda.

  7. A safra e a curva dão a meta:

    Ao criar a safra você informa, por talhão, a estimativa em kg por planta apta; a estimativa da safra é a soma de kg/planta × plantas aptas de todos os talhões. A curva de produção distribui essa estimativa mês a mês, e cada período da safra guarda a sua parte. Veja Safras e Curva de produção.

Produção conta pelo mês da pesagem; receita, pelo mês do pedido: Uma borracha sangrada no fim de julho mas pesada em agosto entra na produção de agosto: é a data da pesagem que decide o mês, não a data da sangria (a mesma regra dos Indicadores de desempenho). Já a receita é agrupada pela data do pedido de venda. Na Fazenda Saturno as duas datas caem no mesmo mês, mas uma coleta pesada em 30/08 e vendida num pedido de 02/09 conta na produção de agosto e na receita de setembro.

Os pesos de uma coleta, um a um:

Uma coleta carrega quatro números de peso e dois de partilha. Cada um nasce numa etapa diferente e se comporta de um jeito quando o DRC chega ou muda:

Número Como nasce O que acontece depois
Peso bruto Informado na balança a cada pesagem, com as bags cheias Fica gravado na pesagem; não muda
Peso líquido Bruto − peso vazio das bags pesadas (a tara do cadastro de bags). Soma por plano de sangria e depois por coleta Fica gravado; é a base de tudo o que vem depois
DRC apurado Chega de dois jeitos: editando a coleta, ou automaticamente quando o pedido de venda recebe “Atualizar DRC” — o app grava o mesmo DRC em todas as coletas daquele pedido Sem laudo vale 53%. Se o pedido voltar de “DRC atualizado” para “Entregue”, o DRC das coletas é apagado e volta a valer 53%
Peso DRC 53% Líquido × DRC ÷ 53, calculado na hora em toda tela Nunca é gravado: muda sozinho quando o DRC muda. Sem DRC, é igual ao líquido
Peso por sangrador Peso DRC 53% de cada plano ÷ número de seringueiros creditados naquele plano na coleta Aparece na aba Análise da coleta e alimenta a Análise dos Seringueiros
Participação Gravada em cada pesagem na etapa Partilhar bags: a fração do produtor, do consultor e do seringueiro, pela regra de partilha e pelo ano de abertura do painel do talhão Congelada na coleta: mudar a regra depois não altera coletas já partilhadas

O pedido de venda ganha, na mesma hora do “Atualizar DRC”, o seu preço fechado = preço previsto × DRC ÷ 53 — o mesmo movimento do peso, aplicado ao preço.

A borracha que sai da árvore contém água. O DRC (Conteúdo de Borracha Seca) é o percentual do peso que é borracha seca. Comparar duas coletas pelo peso de balança é injusto: a mais aguada parece maior sem ser. Por isso o Hevea Flow traduz tudo para uma base única — 53% de DRC, a mesma em que o preço do pedido de venda é cotado — e é nessa base que o relatório fala. A explicação completa está em O que é o peso ajustado ou DRC 53%.

Vale fixar quem é quem, porque os dois números aparecem lado a lado na tela de Coletas:

  • Peso líquido é a carga real, no DRC real dela — a CO-00024 tem 6.983 kg a 57%.

  • Peso DRC 53% é quanto essa mesma carga pesaria se tivesse 53% — 7.510 kg. O “53%” do rótulo é a base para onde o peso foi traduzido, não o DRC da coleta.

O efeito é nos dois sentidos: DRC abaixo de 53% → peso DRC 53% menor que o de balança (a carga tinha menos borracha do que uma carga-padrão do mesmo peso); DRC acima → maior.

Sem laudo de DRC, o número é preliminar: Enquanto o laudo não chega, o aplicativo assume 53% — e o peso ajustado fica igual ao de balança. Isso não é erro: é o ciclo normal. O relatório marca como preliminar toda coleta sem DRC pesada há até dez dias, e como pendência de conciliação a que passou disso — nos dois casos ele diz quantos quilos estão nessa condição. É também por isso que o relatório é um retrato congelado: os números do mês mais recente se ajustam quando o laudo entra.

Os nomes abaixo aparecem na prosa do relatório e nas fórmulas desta seção. A terceira coluna diz onde o dado é registrado no aplicativo.

Termo O que é Onde nasce
Peso nominal (ou líquido) O que a balança marcou, com água e tudo, no DRC real da carga — a soma do peso líquido das tarefas pesadas Pesagem da coleta
DRC apurado Percentual de borracha seca do laudo do comprador. Sem laudo, vale 53% Edição da coleta, ou “Atualizar DRC” no pedido de venda
Peso DRC 53% (ou ajustado) Quantos quilos a carga pesaria se tivesse 53% de DRC: peso nominal × DRC apurado ÷ 53 Calculado, nunca gravado
Plantas aptas do mês Soma das plantas aptas dos planos de sangria que entraram nas coletas do mês, cada plano contado uma vez mesmo que apareça em duas coletas. As plantas de um plano são as das linhas das tarefas de campo dele Planos de sangria, Tarefas e Linhas
Sangrias possíveis Programadas − abonadas − canceladas. Na tela de Indicadores o mesmo conjunto se chama válidas Abonar e cancelar sangria
Sangrias realizadas (efetivas) Realizadas + recuperadas — o numerador da frequência. Adiantadas aparecem no detalhamento, mas não entram aqui Situação da sangria
Total de perdas Perdidas + abonadas + canceladas — o número que o pilar Execução chama de “perdas” Calculado
Estimativa da safra Soma, por talhão, de kg por planta apta × plantas aptas, informada ao criar a safra Cadastro da safra
Curva de produção Percentual da estimativa que cabe a cada mês; a soma dos doze meses é 100% Curva de produção
Meta do mês (produção estimada) A produção estimada gravada no período da safra: nasce como estimativa da safra × percentual do mês, e pode ser editada na tela da safra Períodos da safra
Preço unitário (DRC 53%) Preço por quilo cotado na base de referência — o preço previsto do pedido Pedido de venda
Pedido confirmado Pedido nas situações Confirmado, Enviado, Entregue, DRC atualizado, NF emitida ou Recebido. Rascunho e cancelado ficam de fora Pedido de venda
Indicador Como é calculado Onde aparece
Produção real (Peso DRC 53%) Soma do peso ajustado de todas as tarefas pesadas nas coletas do mês (pelo mês da pesagem) Produção
Produção nominal Soma do peso líquido das mesmas tarefas Produção
DRC médio ponderado Peso ajustado ÷ peso nominal × 53 — a média das coletas ponderada pelo tamanho de cada uma Produção
Meta (produção estimada) A produção estimada do período da safra. Só se nenhum período tiver estimativa é que a estimativa da safra é dividida em partes iguais Produção
Variação Produção real − meta, em quilos e em percentual da meta Produção
kg por planta apta Peso ajustado do mês ÷ plantas aptas dos planos coletados no mês. Na lente Safra é a soma das taxas mensais, não a razão das somas Produção
kg por sangria Peso ajustado das coletas do período ÷ sangrias concluídas (realizadas, recuperadas e adiantadas) com data de execução registrada Produção
Frequência Sangrias realizadas ÷ sangrias possíveis Execução
Meta por sangria Meta do mês ÷ sangrias possíveis Produção (gap)
Gap de quantidade (Sangrias possíveis − realizadas) × meta por sangria. A parte do buraco explicada por ter sangrado menos Produção
Gap de rendimento Déficit total − gap de quantidade. A parte explicada por cada sangria ter rendido diferente da meta Produção
Perdas por motivo Contagem das abonadas e canceladas por motivo registrado. Sangria perdida não tem motivo e não entra nesse ranking Execução
Receita bruta Para cada pedido confirmado do mês: peso líquido das coletas vinculadas × DRC do pedido ÷ 53 × preço previsto. Sem coleta vinculada, usa quantidade real × preço fechado Receita
Peso vendido O mesmo peso ajustado dos pedidos, na mesma base Receita
Preço médio ponderado Receita bruta ÷ peso vendido Receita
Estoque não vendido Produção real − peso vendido, nunca negativo Receita
Score de qualidade Média das notas dos sangradores avaliados no período, ponderada pelo número de avaliações de cada um. Por item, é a última avaliação de cada sangrador. Abaixo de 6,0 o seringueiro entra na lista de atenção Qualidade

As plantas aptas contam uma vez por plano de sangria: O divisor é montado a partir dos planos de sangria que participaram das coletas do mês — cada coleta registra um item por plano, com as plantas aptas do plano inteiro. Se o mesmo plano aparecer em duas coletas do mês (em agosto o TS1-4, por exemplo, entrou na CO-00023 e na CO-00024), as plantas dele entram uma única vez. Sem essa regra o divisor dobraria e o “kg por planta” cairia pela metade.

Repare na consequência: o divisor é o plano completo, não só o trecho que foi coletado. Um plano cujo rodízio passou por metade das tarefas no mês entra com todas as suas plantas.

O sinal do gap de rendimento: Os dois gaps são medidos como déficit: positivo é quilo que faltou, negativo é quilo que sobrou. Um gap de rendimento negativo significa que cada sangria rendeu mais que a meta previa — o rendimento ajudou. Essa convenção é enviada por escrito à IA junto com os números, mas a prosa pode ocasionalmente ler o sinal ao contrário (na AN-000018 ela descreve os −802 kg como “perda”). Em caso de dúvida, confie na conta, não na frase.

Os números abaixo são os da AN-000018 — safra 2025-26, mês de referência agosto/2026. Você pode refazê-los na calculadora e conferir contra as capturas desta página.

Agosto teve duas coletas pesadas, CO-00023 e CO-00024. Elas são a origem de todo o resto.

Coleta Pesagem Peso líquido DRC apurado Peso DRC 53% Pedido Preço
CO-00023 13/08/2026 8.799 kg 51,00% 8.466,96 kg PV-00009233 R$ 5,62/kg
CO-00024 27/08/2026 6.983 kg 57,00% 7.510,02 kg PV-00009234 R$ 5,53/kg
Total 15.782 kg 53,65% 15.976,98 kg
CO-00023: 8.799 × 51 ÷ 53 = 8.466,96 kg
CO-00024: 6.983 × 57 ÷ 53 = 7.510,02 kg
Nominal = 15.782,00 kg
Ajustado = 15.976,98 kg

Coleta CO-00023 detalhada

Repare que o ajustado ficou maior que o nominal. A CO-00024, mais rica em borracha seca (57% contra a base de 53%), compensou com folga a CO-00023, que veio mais aguada. Esse ganho de 195 kg é exatamente o que se perderia se o relatório usasse o peso de balança.

  • 156.513 kg — a estimativa de produção da safra 2025-26: a soma de kg/planta × plantas aptas dos talhões, informada ao criar a safra.

  • 12,5% — a fatia de agosto na curva de produção da conta. O período de agosto guarda, portanto, 156.513 × 12,5% = 19.564,13 kg de meta.

  • 44.718 plantas aptas — a soma das plantas aptas dos planos de sangria que entraram nas duas coletas de agosto, cada plano contado uma vez.

  • 487 sangrias programadas em agosto — 337 realizadas, 26 recuperadas, 84 perdidas, 21 atrasadas, 15 abonadas e 4 canceladas.

Indicador A conta Resultado
Produção real 8.466,96 (CO-00023) + 7.510,02 (CO-00024) 15.976,98 kg
Produção nominal 8.799 (CO-00023) + 6.983 (CO-00024) 15.782,00 kg
DRC médio ponderado 15.976,98 ÷ 15.782 × 53 53,65%
Meta do mês 156.513 kg da safra × 12,5% da curva 19.564,13 kg
Variação 15.976,98 − 19.564,13 −3.587,15 kg (−18,3%)
kg por planta apta 15.976,98 ÷ 44.718 plantas aptas dos planos coletados 0,357 kg
kg por sangria 15.976,98 ÷ 363 sangrias concluídas (337 + 26 + 0 adiantadas) 44,01 kg
Receita bruta 8.466,96 × R$ 5,62 (PV-00009233) + 7.510,02 × R$ 5,53 (PV-00009234) R$ 89.114,73
Preço médio 89.114,73 ÷ 15.976,98 R$ 5,5777/kg

Todos aparecem na prosa do relatório, com os mesmos valores:

Diagnóstico de produção do mês

Abonadas e canceladas saem do denominador porque ninguém poderia tê-las feito. Perdidas e atrasadas ficam — são as 105 sangrias que faltaram.

Sangrias possíveis = 487 − 15 abonadas − 4 canceladas = 468
Sangrias realizadas = 337 realizadas + 26 recuperadas = 363
Frequência = 363 ÷ 468 = 77,6%
Total de perdas = 84 perdidas + 15 abonadas + 4 canceladas = 103
Meta por sangria = 19.564,13 ÷ 468 = 41,80 kg
Gap de quantidade = (468 − 363) × 41,80 = 4.389,39 kg
Gap de rendimento = 3.587,15 − 4.389,39 = −802,24 kg

A leitura: as 105 sangrias que deixaram de ser feitas respondem por um buraco de 4.389 kg. O rendimento, sozinho, foi melhor que o esperado — devolveu 802 kg. O problema de agosto foi de execução, não de produtividade da planta: cada sangria feita rendeu mais do que a meta previa, mas foram feitas sangrias de menos. É esse “103” que a seção Execução chama de total de perdas — ele inclui as abonadas e canceladas, que a frequência desconta.

Por que o valor do pedido de venda não bate com a receita do relatório

Seção intitulada “Por que o valor do pedido de venda não bate com a receita do relatório”

Esta é a dúvida mais comum, e não é erro de nenhum dos dois.

No pedido PV-00009233, o aplicativo mostra “Valor total calculado: R$ 49.450,38”. Já a receita que a CO-00023 leva para o relatório é R$ 47.584,33.

Pedido de venda PV-00009233

A diferença está em qual peso cada um multiplica pelo preço:

Pedido de venda: 8.799,00 kg (entregues, peso de balança) × 5,62 = R$ 49.450,38
Relatório: 8.466,96 kg (peso ajustado DRC 53%) × 5,62 = R$ 47.584,33

O pedido registra o que saiu da propriedade no caminhão; o relatório mede o que aquilo vale na base em que o preço foi cotado. Como o DRC desta coleta veio abaixo de 53%, o relatório é o número mais conservador. Numa coleta com DRC acima de 53% o efeito se inverte.

Preço previsto x preço fechado, DRC do pedido x DRC da coleta: A receita deste relatório usa o preço previsto do pedido e o DRC gravado no pedido. A receita por sangrador, na Análise dos Seringueiros, usa o preço fechado quando ele já existe e o DRC da coleta. Nos dados da Fazenda Saturno os dois fecham porque coleta e pedido carregam o mesmo DRC e o mesmo preço; se forem editados de forma independente, os totais divergem — é diferença de cadastro, não de cálculo, e conferir o pedido resolve.


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